Exposição África - CCBB

outubro 11, 2017

                                 (Foto tirada na exposição feita no CCBB, Praça da Liberdade) *

A Exposição África, ou, sucintamente, Ex África, no Centro Cultural do Banco do Brasil, foi uma exposição que me trouxe diferentes sentimentos e emoções, na medida em que se mudavam os artistas que compuseram suas obras no local reservado para tal. Acredito que, no geral, para a minha avaliação pessoal acerca da exposição, grande parte dos artistas pecou no quesito de separar abruptamente as suas obras da interação/envolvimento com o público. Creio que, como já mencionado em sala de aula, a representação pessoal tenha muito a ver com tal "pecado": o anseio de querer influir o que se pensa em lógicas que apenas os criadores entenderão de fato (não que a arte tenha que ser sempre compreendida para ser arte).



                                        (Vídeo filmado na exposição feita no CCB, Praça da Liberdade) *
                                      (Foto tirada na exposição feita no CCBB, Praça da Liberdade) *


Uma das representações de obras das quais mais gostei foram as mostradas acima, que mostram a versatilidade do cabelo afro. Apesar de ser um fator completamente mistificado no território brasileiro, o cabelo afro, antes da abominável escravatura, fora dotado de significâncias, tanto para contextos de guerra, força, ou ocupação dentro de comunidades diversas nos contextos africanos. Acredito que tal exposição foi feita na época e contexto certo: a ressignificação identitária do cabelo atrelada ao reconhecimento e aos maiores debates sobre o que é ser negro no país. Mesmo que esse não fosse o objetivo do artista, volto a reafirmar que esta é uma visão pessoal que tive ao adentrar a exposição.
Outra parte da exposição (da qual não tenho registros fotográficos) que me chamou atenção foi a representatividade de artistas negros africanos atualmente. Por pouco se ouvir falar da África atual no Brasil, além de esteriótipos mal fundados e com passados históricos, achei importante, por parte da exposição, de demonstrar a classe artística africana de hoje. A seguir se tem a artista Yemi Alade, cantora da música "Jonhny".

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